On Tour #6: Alto Douro Vinhateiro

Foi num desses fins-de-semana soalheiros, mas já com uma pitada de cheiro a Outono, que decidimos fazer-nos à estrada e fomos ter a uma das zonas mais bonitas e ricas de património do nosso país: o Alto Douro Vinhateiro. Esta zona, graças às vinhas que se estendem por milhares de hectares, são um deleite aos olhos de portugueses e estrangeiros que, amantes de algo tão puro como o verde que nasce planalto acima, se deixam ficar pela zona e apaixonar.

COMO CHEGAR AO ALTO DOURO VINHATEIRO:
Sim, as indicações que te vamos dar voltarão a ser via Estrada Nacional (EN). Mas desta vez a razão não é só a do costume! É que o caminho até à Régua, pela EN, é simplesmente apaixonante e vale todas as curvas e contracurvas que terás que fazer até lá chegar.
Se, como nós, partires do Porto então o melhor é apanhares a N108 e, em 2h15 metes-te lá.

ONDE FICAR:
O difícil, num sítio como este, é escolher onde ficar. À partida, (quase) todos os hotéis usarão as soberbas e maravilhosas vistas sobre o rio e para as vinhas como um chamariz para pernoitar por lá. Ainda assim, e como queríamos passar um fim-de-semana em grande, decidimos continuar a nossa viagem até Cidadelhe (Mesão Frio) e ficar no majestoso e digno de elogios Hotel Aqua Douro Scala.

Se fores como nós, a primeira reação que terás ao chegar ao hotel é ficares em silêncio total dada a grandiosidade das vinhas que te acompanham desde a entrada principal e a sumptuosa casa principal que serviu de inspiração a este paraíso.

A receção, situada nessa mesma casa principal, recebe-te com um teto inteiramente de madeira talhada e ornamentado com quinas e brasões. Ao fundo, bem escondida e cuidada, uma pequena capela vive no hotel e serve de chamariz aos mais curiosos pela arte sacra. O azul e branco são cores que predominam por toda a capela tornando-a fresca e convidativa.

Depois do check-in – e de nos terem dado todas as coordenadas necessárias para não nos perdermos na imensidão do Hotel – dirigimo-nos ao quarto que, claramente, era capaz de deixar qualquer viajante mais calejado em hotéis de topo boquiaberto. Com uma imensa janela com vistas intermináveis para as vinhas, a luz entrava vigorosamente pelo quarto adentro tornando-o mais apelativo e convidativo do que aquilo que ele já era. Dotado de uma cama de casal bastante larga e moderna, o quarto possuía uma decoração e design completamente distintos do habitual já que, fora da casa de banho, uma confortável e vistosa banheira vivia encostada a uma das paredes do quarto. Ainda no mesmo, o lavatório ocupava a zona central do quarto, dividindo espaço com uma secretária. Uma disposição estranha mas, no mínimo, bastante inteligente e até prática.

Para além da piscina exterior com uma vista de cortar a respiração e um espaço envolvente bastante moderno, o hotel possuía ginásio, jacuzzi, zona de massagens e uma lindíssima piscina interior. Ao contrário da habitual pastilha azul turquesa, esta piscina era diferente de todas as outras já que, além de aquecida era toda preta tornando-a bastante original e enquadrando na perfeição com a decoração do local.

O QUE FAZER:
Além das tradicionais vindimas (sim! Se tiveres essa vontade, a tua estadia nesta zona do país pode incluir uma atividade deste género), esta é uma zona com uma riqueza paisagística enorme. Durante o nosso fim-de-semana optamos por conhecer um pouco mais do Alto Douro Vinhateiro e percorremos a rota do Vinho do Porto que nos levou até ao Pinhão. O caminho de carro até lá é soberbo não só pelas vistas sobre as vinhas mas também porque é sempre à face do rio que te acompanha até ao teu destino. Ainda que o Pinhão seja pequenino, garantimos que a ida até lá vale imenso a pena.

Se preferires, fica pelo Peso da Régua. A imensa quantidade de história vitivinícola é notória já que, na região, se respira vinho. Tens também a opção de fazer uma visita ao Museu do Douro ou o Solar do Vinho do Porto. Ah, e não te esqueças de comprar uns saquinhos de rebuçados da Régua a uma das muitas simpáticas senhoras que vendem perto do porto. São muito bons e estão cheios de tradição.

Já no caminho de volta ao Porto, decidimos parar em Vila Real e Amarante para dar um pequeno passeio. Ainda que tivéssemos parado em Vila Real com o mero propósito de almoçar, tínhamos vontade de visitar a Casa de Mateus mas o preço para visitar a casa, os jardins e ainda estacionar (esta é uma zona sem parque exterior) era simplesmente dispendioso e tivemos que engolir a vontade de querermos saber mais. É uma pena.

Em Amarante, passeámos pela zona histórica que, apesar de ser pequenina, é lindíssima e organizada. Cheia de turistas e curiosos, a beira rio estava bastante agradável a passeios de mão dada.

ONDE COMER:
No Pinhão não há muito por onde escolher. A vila é pequena e, portanto, os estabelecimentos são poucos. No entanto, praticamente todos nos pareceram simpáticos o suficiente para almoçarmos. Escolhemos um simpático e pequeno restaurante com um ar perfeitamente caseiro, a Adega Grande Ponto. Amavelmente recebidos e prontamente atendidos, escolhemos lombo de porco assado com arroz branco. Estava delicioso e bastante bem servido. Mesmo não sendo o prato do dia (o mesmo era vitela assada com grelos com um ar pecaminoso e irresistível), pagámos pouco.
Na Régua, ficámos pela marginal e escolhemos o Gato Preto. Fomos servidos de uma espetada de porco ibérico acompanhada de batatas a murro. Suculenta e bem grelhada, os nacos de carne e as batatas desapareceram num ápice. Porque terá sido?
Já à vinda embora, em Vila Real, optámos por ir almoçar a uma casa de pasto bastante conceituada e famosa na zona, a Chaxoila. À pinha, e a mandar gente embora devido à afluência, tivemos uma sorte imensa por nos terem arranjado uma tímida mesa à entrada do restaurante. As entradas, à base de bola de carnes e de umas azeitonas mais do que perfeitas, já nos faziam perceber o porquê de tanta gente a querer almoçar naquele espaço. Pedimos uns nacos de porco grelhados com batatas a murro, legumes salteados e molho verde. Simplesmente tenro, bem confeccionado e delicioso. Sem dúvida, um sítio a repetir.
Chaxoila Com Badge_1

 

 

 

 

 

 

 

Tal como temos referido, Portugal está efetivamente cheio de coisas lindíssimas e dignas de visita. Garantimos-te que esta zona do Alto Douro Vinhateiro além de apaixonante é indicada para quem quer relaxar e afastar-se da confusão nem que seja só por um fim-de-semana. A (muitas vezes) falta de rede servem de desculpa para não conseguires comunicar com o exterior e, assim, passar uns dias descontraído sem pensar em mais nada a não ser comer bem e dormir ainda melhor.

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3 thoughts on “On Tour #6: Alto Douro Vinhateiro

  1. Ola.
    Neste trecho que mencionam ” tínhamos vontade de visitar a Casa de Mateus mas o preço para visitar a casa, os jardins e ainda estacionar (esta é uma zona sem parque exterior) eram simplesmente irrisórios e tivemos que engolir a vontade de querermos saber mais. É uma pena.”

    O que querem dizer exatamente com a palavra “irrisorios”? Normalmente isso significa que tem pouco valor, ou quase valor algum. Fiquei confusa pois tb tenho intencao de visitar essa Casa.
    Poderiam me esclarecer? Obrigada e parabens pelo vosso trabalho.

    1. Olá 🙂
      Sim, tens toda a razão. Irrisório é completamente o oposto daquilo que queríamos dizer. Quando preparamos os textos vamos escrevendo tudo à medida que nos vamos lembrando e, com certeza, tínhamos essa palavra destinada a outra parte do artigo. Foi um grande lapso da nossa parte que já corrigimos.
      Agradecemos a tua chamada de atenção e a visita 😀

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